Tributo à WILLIAM BUCK BAGBY (1855-1939)

William Buck Bagby e sua esposa Anne Luther Bagby foram missionários enviados ao Brasil pelos batistas do sul dos Estados Unidos em 1881. Aqui realizaram uma obra missionária monumental, pelo poder e para a glória de Deus.

Foram membros fundadores da Primeira Igreja Batista Brasileira em Salvador, Bahia em 1882, da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro em 1884 e de outras igrejas, tendo trabalhado muito na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Tiveram ampla e abençoada participação na vida dos batistas do Brasil.

Em São Paulo, a missionária Anne Luther Bagby foi o principal instrumento usado por Deus para a fundação do Colégio Batista Brasileiro, tendo adquirido o “Colégio Progresso Brasileiro” de D. Mary Mc Intyre (mãe da tão conhecida Perola Byington – nome de hospital em São Paulo). Incentivou campanhas financeiras entre batistas do sul dos Estados Unidos – o que possibilitou, sobretudo, a construção do magnífico prédio no bairro das Perdizes. Quantas famílias foram abençoadas por aquele colégio! A missionária Anne foi sua diretora até 1919.

Por ocasião da Proclamação da República (1889) o Pastor Bagby foi procurado pelo republicano Aristides Lobo e conversaram longamente sobre a Constituição Americana, tendo Aristides Lobo feito uma cópia do exemplar da Constituição que lhe foi fornecida pelo missionário.

Se alguém desejar aprender sobre como os cristãos devem enfrentar as provações e sofrimentos é indispensável o estudo da vida dos Bagbys. Tiveram nove filhos: Ermine, Luther, Taylor Crawford, Willson Jaudon, John Zolli, Olavo, Alice Anne, Hellen Edna e Albert Ian. Quatro foram missionários no Brasil e a mais velha, na Argentina. Quatro morreram bem cedo: Luther (com 3 anos e meio) de febre escarlatina, nos Estados Unidos; John, no Rio de Janeiro (com 13 meses); Willson Jaudon (com 24 anos) afogado em Santos, quando tentava salvar um jovem amigo e Olavo (desaparecido com 24 anos nos Estados Unidos, no ano de sua formatura).

O sogro do Pastor Bagby veio visitá-los no Brasil e aqui morreu logo depois. Quando o Pastor Bagby morreu em 1939 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde foi sepultado, sua filha Ermine chegou e morreu menos de duas semanas após seu pai, aos 58 anos.

Tudo enfrentaram, sem se queixar de Deus e sem desistir da gloriosa obra missionária, mas crendo que a mão de Deus estava em tudo e com eles.

Dona Anne faleceu em Recife, Pernambuco em 1942 e lá está sepultada no Cemitério dos Protestantes. Os que se consagram e os que servem a Deus estão sujeitos ao sofrimento, sim. Aos Bagby aplica-se Hebreus 11 : 4. “pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala!”.  - Louvado seja Deus pelo casal Bagby e por sua maravilhosa família. A eles, este merecido tributo!.

 

Fonte: 

“Os Bagbys do Brasil” (Nashville: Broadman, 1954) de Helen Bagby Harrison e “Centelha em Restolho Seco” de Betty A. Oliveira.

Extraído do Boletim Dominical da Igreja Batista Nova Canaã – São Paulo – SP – de 14 de Março de 2010.