TRANSPORTES SEM TRANSPARÊNCIA

Bruno Covas lança editais definitivos da licitação dos ônibus em São Paulo - contratos R$ 2 bilhões mais caros e 146 linhas a menos

 

Principal critério para escolher vencedores será menor tarifa de remuneração oferecida das empresas. Contratos serão de 20 anos. Frota referência terá quantidade reduzida em relação à frota hoje contratada. Também está previsto um desconto de remuneração no valor de R$ 1.644,90 por veículo, caso o ônibus opere sem cobrador, recebendo o custo apenas do motorista na mão de obra da tripulação.  Jornalista ADAMO BAZANI

 

A gestão do prefeito Bruno Covas lançou no início da madrugada desta terça-feira, 24 de abril de 2018, os editais definitivos da licitação dos serviços de ônibus da cidade de São Paulo.

É a maior concorrência do setor no mundo. O valor dos contratos de 20 anos, que nas minutas estava em R$ 66 bilhões, subiu para R$ R$ 68,1 bilhões.

Hoje na cidade, os ônibus registram em torno de 9,3 milhões de passagens pelo sistema, contando com as integrações com a CPTM e o Metrô.

A frota contratada que hoje é de 14.457 ônibus deve ir para 13.592 coletivos, como frota referência.

Já a frota operacional, tirando os veículos de reserva cai de 13.591 para 12.945 ônibus.

As mudanças de linhas, principal preocupação demonstrada pela população na fase de consulta pública às minutas dos editais, continuam de uma maneira geral. A prefeitura retrocedeu pouco nas extinções e seccionamentos propostos. Nas minutas, havia a previsão de 149 linhas a menos. De acordo com os editais, após três fases de alterações, a cidade terá entre 141 e 146 linhas a menos. (parece brincadeira, grande diferença...)

A prefeitura, entretanto, garante que não haverá falta de atendimento, já que serão eliminados trajetos hoje sobrepostos e que vai aumentar em 4% as necessidades de os passageiros fazerem baldeações.

Hoje são 1.334 itinerários e os editais prevêem 1.193 linhas.

https://diariodotransporte.com.br/2018/04/24/bruno-covas-lanca-editais-definitivos-da-licitacao-dos-onibus-em-sao-paulo-com-contratos-r-176-bilhao-mais-altos-e-141-linhas-a-menos/

Transportes sem Transparência

 

Na presente licitação os “técnicos” em transportes, mostraram eficiência nos números, não consideram a população que precisa de mais condução, os ônibus grandes são necessários para os corredores com condições de manobras, não como são colocados ônibus “monstros” para passarem em ruas estreitas, com estacionamentos necessários para a população.

Ônibus que não obedecem à sinalização de solo, como faixas, calçadas, guias e sarjetas.

As opções que apresentam são favoráveis para os empresários que “quanto maior a lotação, melhor o faturamento”, não considera o tempo perdido dos passageiros no aguardo da condução.

A redução de linhas não considera que haverá menos circulação de ônibus com intervalos maiores, portanto mais lotação e mais perda de tempo no sobe e desce nos pontos.

Os bairros mais distantes poderão ter mais condução, pois, a circulação nos bairros será mais acentuada que nas ligações de bairros com o centro da cidade.

A malha viária da Cidade de São Paulo deve ser ampliada mais que a atual, para evitar perda de tempo e mais opção de condução.

Vinte anos para o cumprimento das metas vai se perder ao longo do tempo.

Quem controlará essa licitação por tanto tempo?

A Licitação dos Pontos e Abrigos era para 25 anos, quem controlou?

Jayme Pereira da Silva

jaymensagens@globo.com

www.jaymesilva.com.br

São Paulo, (quarta-feira) 25/abril/2018