Reduzindo o número de estações da Linha 6


Já se queimou milhões de Reais nos projetos da Linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim. Muitas foram às promessas de início da construção e muitas adiadas. Não sou contra os projetos necessários para uma obra dessa natureza.


O Brasil se prepara para realizar a Copa Mundial de 2014, um evento que colocará o nosso país em destaque mundialmente.


Tenho visto, principalmente em nossa região, promessas de construções e reformas de estádios de futebol, como do Palmeiras, do Corinthians e o mega-projeto do Piritubão, além de reformas nos aeroportos. Com relação aos constantes congestionamentos em nossa cidade de São Paulo, somente informações paliativas e muito blá-blá-blá. Esses congestionamentos trazem muito prejuízo a todos, inclusive aos Governos Municipal, Estadual e Federal que perdem em todos os sentidos.


Temos pressa na construção da Linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim do metrô – A nossa cidade não comporta construções gigantescas, pois, quase todo o solo paulistano está comprometido com a população de mais de 11 milhões de moradores. Soluções mais viável são as construções subterrâneas e foram bem acertadas pelos engenheiros, arquitetos e todas as equipes que projetaram e apresentaram o projeto da Linha 6. Além das sugestões do Fórum Pró-Metrô Brasilândia / São Joaquim, na pessoa do coordenador professor João Ferreira da Mota e seus auxiliares, entre os quais me incluo.


Não temos tempo a perder, a maneira mais viável para solucionar as desapropriações e economizar milhões com as indenizações é a redução das estações e permitir maior velocidade para os trens, que deve ser reavaliada pelas autoridades, os engenheiros e especialistas da Companhia do Metropolitano de São Paulo e técnicos da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.


Sugiro a redução de quinze para sete estações estratégicas com distâncias maiores entre uma estação e outra. No projeto atual, apenas três estações com distância superior a 1000m. Isso não permitirá velocidade para os trens, pois, entre a partida e a chegada haverá um espaço muito curto para que os trens desenvolvam velocidade ideal e econômica, também, haverá maior desgaste dos freios e maior perda de tempo.


Mesmo que o projeto foi concluído, ainda, não concretizado, pode-se modificá-lo, inclusive com economia para o Estado e os Consórcios, em aproximadamente, mais de 50% (cerca de R$ 4.000.000,00) do valor previsto no orçamento que é de 7,8 bilhões de Reais.


No projeto concluído e aprovado pelo governo, as estações tem menos de 1,5 km entre uma estação e outra. A população teria a opção de duas estações próximas com a distância de menos de 750 metros, o que não justifica a construção tão próxima da outra. Por outro lado o metrô não constituirá a única condução para a população, que não atenderá todas as regiões, mas, será uma opção confortável.


Precisamos da Linha 6 – Laranja - Brasilândia / São Joaquim, para solucionar os problemas dos constantes congestionamentos da nossa cidade e também melhorar a qualidade do transporte coletivo, atualmente saturado.


O transporte por ônibus continuará, esperamos que a concorrência, melhore a sua qualidade, também.


Menos estações mais rapidez na construção e mais economia para o Estado.


Estações mais distantes maior segurança para as composições e mais velocidade.


A população não quer metrô na porta de casa, mas, condução digna na região.


 

Reduzindo o número de estações da Linha 6

 

13.962m (linha) + (15x132m cada estação) 1.980m = 15.942m (informado no projeto 15,3km)

 

 

Fonte oficial: http://www.metro.sp.gov.br/metro/licenciamento-ambiental/pdf/rima/rima-a.pdf

 

EIA – RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - Linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim – Páginas 9 e 10 – Item 6. As Principais Características do Projeto.

 

Pátio Morro Grande –

 

1ª - Estação Brasilândia – 300m – 19,9km/h

 

 2ª - Estação Vila Cardoso – 656m – 29,5km/h - eliminar

 

3ª - Estação Itaberaba / Hospital Vila Penteado – 1380m – 37,6km/h

 

2ª - Estação Itaberaba / Hospital Vila Penteado – 2036m – ?km/h

 

                        4ª - Estação João Paulo I – 920m – 33,5km/h - eliminar

 

5ª - Estação Freguesia do Ó – 986m – 34,2km/h

 

3ª - Estação Freguesia do Ó – 1906m – ?km/h

 

Travessia do Rio Tietê e 6ª - Estação Santa Marina – 1433m – 38,0km/h - eliminar

 

7ª - Estação Água Branca – 787m – 31,7km/h

 

4ª - Estação Água Branca – 2220m – ?km/h

 

 8ª - Estação Pompéia – 876m – 32,9km/h - eliminar

 

 9ª - Estação Perdizes – 969m – 34,0km/h - eliminar

 

            10ª - Estação Cardoso de Almeida – 1000m – 34,4km/h

 

5ª - Estação Cardoso de Almeida – 2845m – ?km/h

 

11ª - Estação Angélica – Pacaembu – 1475m – 38,2km/h - eliminar

 

12ª - Estação Higienópolis / Mackenzie – 625m – 28,9km/h

 

6ª - Estação Higienópolis / Mackenzie – 2100m – ?km/h

 

 13ª - Estação 14 Bis – 865m – 32,8km/h - eliminar

 

 14ª - Estação Bela Vista – 1390m – 37,7km/h - eliminar

 

15ª - Estação São Joaquim e Trecho Final de Manobra – 300m – 19,9km/h

 

7ª - Estação São Joaquim e Trecho Final de Manobra – 2555m – ?km/h

                                              

Total da Linha 13962 metros - Média de Velocidade 32,4 km/h

 

Conforme o projeto o nosso metrô rodará com a velocidade em torno de 40km/h – sendo que a circulação é livre, sem congestionamentos. A velocidade permitida com segurança para o metrô é de 87 km/h - Será que os engenheiros e técnicos pensaram nisso?

 

 

Contrariando os interesses comerciais e políticos, estou sugerindo esta redução, por vários motivos: 1º - em virtude do tempo da construção; 2º - acelerar o desenvolvimento na região; 3º - economizar, praticamente a metade dos recursos de financiamento para o Estado; 4º - aproveitar todos os projetos desenvolvidos e em andamento para a linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim; entre tantos outros.


Minha sugestão 7 (sete) estações: Brasilândia, Itaberaba, Freguesia do Ó, Água Branca, Cardoso de Almeida, Higienópolis e São Joaquim.


Seria a metade do orçamento projetado para a Linha 6 – Laranja – que é de R$ 7.800.000.000,00 – passando para aproximadamente 4 Bilhões de Reais e dar maior velocidade para todo o percurso.


Na luta Pró-Metrô não quero Mérito, quero Metrô!

 

 Jayme Pereira da Silva

jaymensagens@r7.com

São Paulo, 12 de Fevereiro de 2013.

www.jaymesilva.com.br