Promessas Descumpridas – Prefeitura da Cidade de São Paulo

 

21/11/2016

Por falta de grana, obra de hospital da Brasilândia para

Lucilene Oliveira
do
 Agora

As obras do Hospital Municipal da Brasilândia (zona norte) estão paradas há cerca de um mês por falta de verba.

O prédio de 42 mil m2 que terá 250 leitos, previsto para ser inaugurado em março do ano que vem, só tem até agora dois andares inacabados.

Segundo a vizinhança, apenas dois seguranças permanecem no terreno para evitar invasões.

O hospital da Brasilândia é o terceiro prometido pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) em seu programa de metas.

Somente o hospital Vila Santa Catarina (zona sul) foi entregue e o de Parelheiros (também zona sul) está em estágio avançado da construção.

"Faz quatro semanas que eu não vejo mais a movimentação de operários nem dos caminhões com os materiais de construção. Foi só passar a eleição municipal para tudo acabar por aqui", disse o presidente do Conseg (Conselho de Segurança) da Brasilândia, Willemes José da Silva Lima, 56 anos.

Resposta

A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, ligada à gestão Fernando Haddad (PT), disse que as obras o Hospital Brasilândia "estão provisoriamente suspensas enquanto aguarda autorização do termo aditivo e transferência de recursos".

A nota não especifica se a verba que está retida virá por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

Fonte:



18/07/2016

 

Hospital da Brasilândia: sonho de 20 anos ficará para próxima gestão

 

por: Cleber Arruda

Um sonho vem tomando forma em um canteiro de obras no Jardim Maristela, zona norte da capital. Trata-se do Hospital Municipal da Brasilândia, reivindicado por 20 anos pelos moradores da região e que está sendo construído no local.

Fundações e alicerces já foram concluídos, segundo a Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras). Os blocos A, B e C (dois pavimentos) do equipamento estão em andamento, e o Bloco D (dois pavimentos) aguarda a conclusão de desapropriações. Com previsão de entrega no primeiro semestre de 2017, o equipamento contará com 250 leitos e deve beneficiar 410 mil pessoas.

“Um hospital aqui sempre foi um desejo da população e uma promessa de campanha. Chegou um momento que ninguém acreditava que fosse acontecer, por isso, ele representa o sonho e a luta histórica de 20 anos dos movimentos sociais e da população”, diz Ana Sueli Ferreira, 50, moradora e militante de movimentos da região.

O Hospital da Brasilândia faz parte das 123 metas do Programa de Metas da Prefeitura de São Paulo 2013 – 2016. A unidade está contemplada na meta 22 do programa: “obter terrenos, projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir três novos hospitais, ampliando em 750 o número de leitos do sistema municipal de saúde”.  Os outros dois são o Hospital Municipal Vila Santa Catarina, entregue em dezembro de 2015, e o Hospital de Parelheiros, também em obras. Ambos são na zona sul.

A construção na Brasilândia tem previsão de conclusão no primeiro semestre de 2017. Esse prazo, que acaba saindo do programa do atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma preocupação da população. “Quem vai assumir a nova gestão tem que tocar esse projeto para que não fique parado como aconteceu com outras obras ao mudar o prefeito”, observa Noemia de Oliveira Mendonça, 56, aposentada e integrante do conselho gestor de ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) na região.

O atraso na entrega da unidade é justificado pelo prefeito por conta de um impasse com o governo estadual, que está construindo a futura linha 6 – Laranja do metrô nas proximidades. “Descobrimos que o Metrô, apesar do terreno ser municipal, estava contando com a área para fazer o terreno da estação Brasilândia; nós poderíamos ter dito não, mas não seria justo. O que nós fizemos: atrasamos seis meses para refazer o projeto, deslocamos a área do hospital para deixar a área para uma futura estação do metrô”, disse Haddad, durante uma visita à região dentro do programa “Prefeitura no Bairro”, em maio deste ano.

De acordo o Observatório Cidadão, da Rede Nossa São Paulo, a subprefeitura da Freguesia do Ó/Brasilândia apresenta um dos piores números de leitos hospitalares da cidade. Em 2015, a região contabilizou 198 leitos hospitalares para uma população de 407.314 habitantes. Seguindo a proporção de leitos hospitalares públicos e privados por mil habitantes, chegamos à média de 0,48 leitos, um valor considerado abaixo da média de referência que é de 2,5 a 3 para mil habitantes.

Dentro da série histórica de 2005 a 2015, esse valor nunca foi alcançado. No ranking com a classificação das 32 subprefeituras, no ano passado, ela alcançou a 27ª posição. Ficando acima apenas das regiões do Campo Limpo (com a média de 0,36 leitos) e de Perus, Parelheiros, Cidade Ademar e Cidade Tiradentes que não possuem leitos.

Para a autônoma Maria do Carmo, 52, moradora do Jardim Eliza Maria, um dos bairros do distrito da Brasilândia, aumentar o número de leitos é importante, mas a questão da localização também poderia ter sido repensada. O hospital ficará na estrada do Sabão com a avenida Michihisa Murata, a aproximadamente 1,5 km do Hospital Geral de Vila Penteado, de gestão estadual.

Estrutura

A unidade de saúde terá no total 42 mil metros quadrados de área construída, com a estrutura dividida da seguinte forma: os blocos A e B, com oito e dez pavimentos, respectivamente, abrigarão atividades administrativas e hospitalares, como espaços para internação, centro cirúrgico e diagnóstico e hospital-dia. O bloco C, com dois pavimentos, receberá o pronto-socorro, e o bloco D, também com dois pavimentos, abrigará áreas técnicas como a central de geradores, equipamentos de refrigeração, reservatórios, resíduos, ar condicionado, gás medicinal e subestação.

Segundo a prefeitura, o Hospital da Brasilândia oferecerá pronto-socorro adulto e pediátrico com quatro salas de emergência, 39 leitos de observação e 40 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A população terá atendimento em clínica médica, clínica cirúrgica, anestesistas, ortopedia, ginecologia, neonatologistas, ambulatório adulto e pediátrico, além de centro cirúrgico, três salas de obstetrícia, centro de diagnóstico e salas de emergência.

O novo hospital terá aquecimento solar como complemento do aquecimento central e armazenamento de água de reuso para as descargas e conservação dos jardins. O projeto prevê ainda aproveitamento de iluminação natural, com janelas amplas. No total, o novo hospital recebe investimentos de R$ 209,4 milhões e deverá aumentar a quantidade de leitos hospitalares da região em 125%.

Fonte:



22/11/2015

Fernando Haddad abre cofre para ter hospital

Prefeito determina aumento de 11% no orçamento da saúde, passando de R$ 8,5 bi para R$ 9,4 bi em 2016

Por: Lucilene Oliveira 
portalweb@diariosp.com.br 

  

Dos R$ 145,6 milhões prometidos em fevereiro pelo governo federal para a construção do Hospital de Parelheiros, na Zona Sul da capital, nem um centavo chegou até agora para a Prefeitura.

Se depender da presidente Dilma, o prefeito e companheiro de partido Fernando Haddad (PT) terá de encontrar alternativas para conseguir entregar até o fim do seu mandato, em dezembro de 2016, pelo menos parte da sua principal promessa de campanha: inaugurar três hospitais. Com o atraso para o início da obra do centro médico da Brasilândia, na Zona Norte, a conclusão da unidade já foi adiada para o meio de 2017.

“O prefeito Fernando Haddad vai deixar a obra do hospital da Brasilândia bem encaminhada”, admitiu o secretário de Saúde, Alexandre Padilha, que assumiu a área considerada mais problemática da gestão municipal, justamente para garantir o cumprimento do plano de metas. “O Hospital Santa Catarina e o de Parelheiros nós vamos entregar”, afirmou o chefe da pasta.

Durante uma audiência pública na Câmara Municipal na última semana, Padilha acalmou os vereadores ao dizer que o hospital de Parelheiros será inaugurado “de qualquer jeito”, mesmo que para isso seja necessário utilizar mais verba municipal. Se tudo ocorrer conforme o plano traçado pela Prefeitura, parte dos 255 leitos fica pronta em agosto, e o equipamento já poderá começar a atender a população.

“A Prefeitura vai trabalhar com aquilo que está acertado, de que terá os recursos federais para a conclusão do hospital. Mas, se necessário, vai colocar recursos municipais”, discursou Padilha, sem dizer quanto de verba da Prefeitura já foi gasto até agora. O hospital está com 23% da obra concluída.

Praticamente sem esperanças de que a verba de Brasília chegará, Haddad já determinou um aumento de 11% no orçamento da saúde, passando de R$ 8,5 bilhões em 2015 para R$ 9,4 bilhões em 2016.

Zona Sul é a região com menor oferta de vagas

Dois dos três hospitais prometidos pelo prefeito Fernando Haddad (PT) ficam na Zona Sul da capital. As unidades da Vila Santa Catarina, no Jabaquara, e a unidade de Parelheiros somarão 515 leitos  e pretendem amenizar o problema da falta de vagas de internação na região. Ela  é a que possui menor oferta de leitos públicos na capital. 

Enquanto a cidade oferece cerca de dois leitos em hospitais públicos e privados para cada grupo de mil habitantes, a Zona Sul disponibiliza menos de uma vaga. De acordo com a Rede Nossa São Paulo, o índice é de 0,7. Na Subprefeitura Cidade Ademar, próxima ao Jabaquara, a oferta é ainda menor: 0,4.

O mesmo cenário é verificado na Zona Norte da capital, onde está sendo construído o Hospital da Brasilândia. Na Vila Medeiros, por exemplo, o número de vagas é de 0,4 para cada mil habitantes. 

O relatório da Desigualdade Social da Rede Nossa São Paulo revelou, em maio deste ano, um dado de saúde bastante preocupante: quase um terço dos distritos de São Paulo não possuem um leito de hospital sequer, seja do SUS ou privado. Das 96 subprefeituras, só 66 (96 subdistritos, não subprefeituras ) têm pelo menos uma vaga de internação.

O Ministério da Saúde estabelece uma meta de 2,5 a 3 leitos por mil habitantes. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera ideal de 3 a 5 leitos.

SAIU NO DIÁRIO:

Só problemas

Na semana em que Alexandre Padilha assumiu a pasta de Saúde Municipal, o DIÁRIO listou as “batatas quentes” que ele teria de segurar no último ano de mandato do prefeito Fernando Haddad. A reportagem mostrou como estava a obra do Hospital da Brasilândia, com entrega prevista para 2017. Na época, os trabalhos  haviam acabado de começar e sofriam resistência de times de futebol que jogavam em um campo na área onde o prédio está sendo erguido.

Data: 19/08/2015

MAIS:

Unidade na Vila Matilde vai ser demolida

Além de construir os hospitais Parelheiros, Brasilândia e Vila Santa Catarina, Fernando Haddad planeja demolir, até o fim deste ano, o Hospital Alexandre Zaio, na Vila Matilde, Zona Leste. O terreno dará lugar a um novo hospital com 150 leitos de internação.

62,5% 

é o percentual atingido da meta de Haddad na construção de hospitais

Maternidade na Zona Leste foi comprada

Em outubro do ano passado, a Prefeitura anunciou também a compra da maternidade Menino Jesus, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, mas até agora não há projeto para a abertura do centro médico. Uma parceria com os governos estadual e federal chegou a ser cogitada.

Doutora Marlene de olho na sua saúde

A falta de leitos em hospitais públicos resulta nas  cenas corriqueiras de pacientes acomodados em locais inadequados, como  em macas nos corredores da maioria dos prontos-socorros

RESPOSTAS DA PREFEITURA E DO MINISTÉRIO:

Verba do PAC

Questionada sobre o repasse de verbas do governo federal para a construção do Hospital de Parelheiros, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a unidade foi contemplada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas a Prefeitura aguarda  o repasse do Ministério das Cidades. Segundo a pasta, os 23% da obra foram feitos com verba integral do Tesouro municipal. Em resposta, o Ministério do Cidades não explicou os motivos para não ter enviado qualquer valor à Prefeitura neste ano. Quanto ao restante do orçamento, o governo federal se limitou a dizer que o orçamento do PAC de 2016 ainda deverá ser aprovado.

Só 100 leitos do Santa Catarina abrem neste ano

O pleno funcionamento do Hospital Vila Santa Catarina, na Zona Sul da capital, só será visto no ano que vem. A abertura integral anunciada para novembro não vai acontecer: todas as alas do centro médico só devem começar a funcionar em janeiro de 2016, segundo a Prefeitura. 

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha somente 40% dos leitos do centro médico começarão a funcionar  neste ano.

A entrega da maternidade do hospital vem sendo adiada desde maio pela administração municipal. Um dos argumentos usados pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) foi a obra ter ficado quatro vezes mais cara do que o previsto. O Hospital Albert Einstein, que vai administrar a unidade municipal,  deveria investir R$ 15 milhões, mas o gasto final será de R$ 65 milhões.   

Segundo Padilha, dos 260 leitos do centro médico, 160 só vão começar a receber pacientes a partir de janeiro do ano que vem. O setor de obstetrícia do centro médico já está realizando partos e o centro cirúrgico, atendendo as operações de emergência que dão entrada na  UPA (Unidade de Pronto Atendimento), anexa  ao prédio do hospital e inaugurada em janeiro deste ano.

“A segunda parte do hospital sai em janeiro de 2016, com a abertura de todos os leitos. Boa parte das alas já está funcionando”, afirmou o secretário.

Em julho, quando houve o primeiro atraso na entrega do centro obstétrico, os primeiros sete leitos da unidade estavam servindo de retaguarda à UPA.

Fonte:



13/06/2013

Parelheiros e Brasilândia terão novos hospitais até 2016

Fonte: Portal da Câmara Municipal de São Paulo  

O secretário da Saúde, José de Filippi Junior, afirmou nesta quarta-feira (12/6) que os dois hospitais que serão construídos em São Paulo – um em Parelheiros, zona Sul, e outro na Brasilândia, zona Norte – serão entregues em até dois anos após o início das obras, que devem começar no início do próximo ano.

O representante do Executivo fez essa afirmação durante a prestação de contas do 1º quadrimestre da secretaria. “Já temos os terrenos onde serão construídos os hospitais e estaremos com os dois projetos elaborados até dezembro e as obras começarão no início do próximo ano”, garantiu Filippi.

Ainda durante sua apresentação, o secretário disse que a meta da prefeitura é disponibilizar mais mil leitos para a população. “Além dos novos hospitais, vamos recuperar e adequar outros 17 e também entregaremos as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Integral”, adiantou. A primeira UBS Integral será inaugurada em julho, no Jardim Miriam, zona sul, e outras três até o final do ano.

A população também lotou o salão nobre da Câmara Municipal para apresentar os principais problemas da saúde ao secretário. Entre as principais reclamações dos participantes estavam a falta de medicamentos, suprimentos básicos nas UBSs e hospitais, médicos e tempo de fila de espera para agendar exames. "A região de Itaquera precisa de médicos e hospitais, a região está largada", afirmou Maria do Socorro, moradora do bairro.

Sobre essas reclamações, Filippi destacou que a Prefeitura vai abri um concurso público para contratar profissionais da área e que a falta de medicamentos e outros suprimentos estão sendo resolvidas. Essa é uma situação que vem do ano passado e as compras foram feitas, e os medicamentos e outros materiais começaram a chegar na semana passada”, disse.

O presidente da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, Calvo (PMDB), avaliou a audiência pública positivamente e parabenizou a população pela participação. “As reivindicações que vimos aqui são consequências dos anos em que a saúde ficou sem atenção e é fundamental que a população participe e cobre o poder público. Vamos lutar para que a saúde seja prioridade”, sinalizou.

A Secretaria de Saúde conta com R$ 6,8 bilhões de recursos para este ano vindos dos Governos Municipal, Estadual e Federal.

Fonte: