São Paulo, (sexta-feira) 29 de Janeiro de 2021

 

Á

AEAMESP – ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DE METRÔ

aeamesp@aeamesp.org.br

presidencia@aeamesp.org.br

 

Favor acessar essa página – www.jaymesilva.com.br/aeamesp.htm

 

Prezados Senhores:

 

Com todo respeito, venho á presença dessa Associação, para fazer uma sugestão:

 

- Você Sabia? Que São Paulo pode economizar 4 bilhões de Reais?



Muitos milhões de Reais foram empregados nos projetos da Linha 6 – Uni – Brasilândia / São Joaquim. Foram muitas às promessas para iniciar a construção e muitas vezes foram postergadas. Não sou contra os projetos da obra, mas, me preocupa o desperdício de projetos que poderiam ser desnecessários.


O Metrô que precisamos tem que ser mais rápido que os "Bondes de antigamente" e os "Ônibus da atualidade"! Um transporte com tecnologia moderna. Mesmo que as linhas existentes tenham velocidades menores, precisamos de MODERNIDADE COM VELOCIDADE! (Metrô-Bala).

 

O Brasil se preparou para realizar a Copa Mundial de 2014, um evento que colocou o nosso país em destaque mundialmente.

 

Vimos, principalmente em nossa região, as reformas dos estádios de futebol, como o Palmeiras, o Corinthians e o megaprojeto do Piritubão que ficou só na “promessa”, além de reformas nos aeroportos.

 

Com relação aos constantes congestionamentos na cidade de São Paulo, somente informações paliativas e muito blá-blá-blá. Esses congestionamentos trazem muito prejuízo a todos, inclusive aos Governos Municipal, Estadual e Federal que perdem em todos os sentidos.

 

Temos pressa na construção da Linha 6 – Uni – Brasilândia / São Joaquim do metrô – A nossa cidade não comporta construções gigantescas, pois, quase todo o solo paulistano está comprometido com a população de mais de 12 milhões de habitantes. Soluções mais viáveis são as construções subterrâneas e acertadas pelos engenheiros, arquitetos e todas as equipes que projetaram e apresentaram o projeto da Linha 6. Além das sugestões do Fórum Pró-Metrô Brasilândia / São Joaquim, na pessoa do coordenador professor João Ferreira da Mota e seus auxiliares, entre os quais me incluo.

 

Não podemos perder tempo, a maneira mais lógica para solucionar os problemas com as desapropriações e economizar milhões com as indenizações é a redução das estações e permitir maior velocidade para os trens, que deve ser reavaliada pelas autoridades, engenheiros, projetistas e especialistas da Companhia do Metropolitano de São Paulo e técnicos da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.

 

Sugiro a redução de quinze para sete estações estratégicas com distâncias maiores entre uma estação e outra. No projeto atual, apenas três estações com distância superior a 1000m. Isso não permitirá velocidade para os trens, pois, entre a partida e a chegada haverá um espaço muito curto para que os trens desenvolvam velocidade ideal, econômica e segura, também, haverá maior desgaste dos freios e maior perda de tempo nas viagens. Sem contar que não haverá necessidade na sua totalidade de 23 trens com 6 carros cada, conforme projeto inicial.

 

Mesmo que o projeto foi concluído, ainda, não concretizado, pode-se modificá-lo, inclusive com economia para o Estado e o Consórcio, em aproximadamente, mais de 50% (cerca de R$ 4.000.000.000,00) do valor previsto no orçamento que é de 7,8 bilhões de Reais, a alguns anos atrás.


No projeto concluído e aprovado pelo governo, as estações têm menos de 1,5 km entre uma estação e outra. A população teria a opção de duas estações próximas com a distância média de menos de 750 metros, o que não justifica a construção tão próxima da outra. Por outro lado o metrô não consistirá a única condução para a população, que não atenderá todas as regiões, mas, será uma opção confortável.

 

Precisamos da Linha 6 – Uni - Brasilândia / São Joaquim, para solucionar os problemas dos constantes congestionamentos da nossa cidade e também melhorar a qualidade do transporte coletivo, atualmente “saturado”.

 

O transporte por ônibus continuará, esperamos que a concorrência, melhore a sua qualidade, também.

 

Menos estações mais rapidez na construção e mais economia para o Estado.

Estações mais distantes, maior segurança para as composições e mais velocidade.

A população não quer metrô na porta de casa, mas, condução digna na região.


Fonte oficial: http://www.metro.sp.gov.br/metro/licenciamento-ambiental/pdf/rima/rima-a.pdf

 

EIA – RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental - Linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim – Páginas 9 e 10 – Item 6. As Principais Características do Projeto.

 

Pátio Morro Grande e 1ª - Estação Brasilândia – 300m – 19,9km/h

              

Não construir a 2ª - Estação Vila Cardoso – 656m – 29,5km/h – eliminar (fica a menos de 200m da minha casa)

Não construir a 3ª - Estação Itaberaba / Hospital Vila Penteado – 1380m – 37,6km/h

 

2ª - Estação Itaberaba / Hospital Vila Penteado – 2.036m – ?km/h

 

 Não construir a 4ª - Estação João Paulo I – 920m – 33,5km/h - eliminar

 Não construir a 5ª - Estação Freguesia do Ó – 986m – 34,2km/h

 

3ª - Estação Freguesia do Ó – 1.906m – ?km/h

 

Não construir a Travessia do Rio Tietê e 6ª - Estação Santa Marina – 1433m – 38,0km/h - eliminar

Não construir a 7ª - Estação Água Branca – 787m – 31,7km/h

 

4ª - Estação Água Branca – 2.220m – ?km/h

 

Não construir a 8ª - Estação Pompéia – 876m – 32,9km/h - eliminar

Não construir a 9ª - Estação Perdizes – 969m – 34,0km/h – eliminar

Não construir a 10ª - Estação Cardoso de Almeida – 1000m – 34,4km/h

 

5ª - Estação Cardoso de Almeida – 2.845m – ?km/h

 

Não construir a 11ª - Estação Angélica – Pacaembu – 1475m – 38,2km/h – eliminar

Não construir a 12ª - Estação Higienópolis / Mackenzie – 625m – 28,9km/h

 

6ª - Estação Higienópolis / Mackenzie – 2.100m – ?km/h

 

Não construir a 13ª - Estação 14 Bis – 865m – 32,8km/h – eliminar

Não construir a 14ª - Estação Bela Vista – 1390m – 37,7km/h - eliminar

 

7ª - Estação São Joaquim e Pátio de Manobra – 2.855m – ?km/h

 

Aproveitar os locais das Estações do projeto original

 

Os cálculos são estimativos, não são precisos, apenas sugestivos.

                    

Total da Linha - Média de Velocidade Comercial 35,7km/h

 

Conforme o projeto aprovado, o metrô rodará com a velocidade comercial em torno de 35,7km/h – sendo que a circulação é livre, sem congestionamentos. A velocidade permitida com segurança para o metrô é de 87 km/h  

 

 

Contrariando os interesses comerciais e políticos, estou sugerindo esta redução, por vários motivos:

1º - em virtude do tempo da construção; atraso de mais de 15 anos desde 2006.

2º - acelerar o desenvolvimento na região; que vive no atraso dos políticos.

3º - economizar, praticamente a metade dos recursos de financiamento para o Estado;

4º - aproveitar todos os projetos desenvolvidos e em andamento para a linha 6 – Laranja

 – Brasilândia / São Joaquim;

5º - Os imóveis desapropriados e não construídos as estações, poderiam ser transformados em locais urbanizados pelo Consórcio Linha Uni e explorado comercialmente.

6º - O Sacolão da Estrada do Sabão não deveria ser desapropriado, pois, é um entreposto muito importante para a região da Brasilândia e adjacências.

Entre muitos motivos da redução, é que São Paulo, não aguenta mais o sufoco habitacional que nos próximos anos será uma terra sem espaço para respirar.


A minha sugestão para aumentar a velocidade comercial média é a construção de apenas 7 (sete) estações e pátios:  BrasilândiaItaberabaFreguesia do ÓÁgua BrancaCardoso de Almeida, Higienópolis e São Joaquim.




 

CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS

Extensão Operacional: 13,3 km

Extensão Total: 15,3 km

Número de Estações: de 15 para 7.

Distância média entre Estações: de 952 metros para 1900 metros.

Pátio de Manutenção e Estacionamento: Brasilândia (Morro Grande)

Demanda Prevista: 633,3 mil passageiros/dia útil

Carregamento máximo 35,3 mil passageiros/hora/sentido (entre Freguesia do Ó e Santa Marina)

Intervalo entre Trens: 154 segundos (2,56 minutos)

Tempo de Ciclo: 49 minutos (ida e volta)

Velocidade Comercial: 35,7 km/h - essa é a velocidade proposta para o Metrô da Linha 6. VOCÊ CONCORDA?

Frota Operacional: 20 Trens

Frota Total: 23

Composição: Trem com 6 carros, capacidade 1.620 passageiros/trem (6 passageiros/m²)

Tecnologia: Metrô Convencional, Bitola 1.435 mm, Alimentação por 3º Trilho, Tração Trifásica por IGBT, CBTC e Ar-condicionado.

Informação extraída: http://www.stm.sp.gov.br/images/stories/temporarios/folder_portugues.pdf

Página 11 do Projeto da Linha 6 Laranja – Brasilândia / São Joaquim.

Eu Só Queria Entender!

 

Aos Administradores, Advogados, Arqueólogos, Arquitetos, Auditores, Auxiliares, Calculistas, Cientistas, Construtoras, Construtores, Coordenadores, Deputados Estaduais e Federais, Economistas, Engenheiros, Físicos, Jornalistas, Políticos, Professores, Projetistas, Psicólogos, Senadores, Sociólogos, Técnicos Eletrônicos, Trabalhadores Metroviários, Vereadores enfim todos que participaram direta ou indiretamente dos Projetos da Linha 6 – Laranja – Brasilândia / São Joaquim.

  

Não quero questionar a responsabilidade de cada participante individual ou coletivamente, pois, respeito á capacidade intelectual de todos indistintamente.

 

Mas quero entender, para que tenhamos uma linha eficiente, não para o conforto e lucro dos comerciantes, construtores e fabricantes de materiais metro-ferroviários, mas, aproveitar cada espaço que é escasso em nossa cidade de São Paulo e mais caro por metro quadrado, no mercado imobiliário.

 

Na lei da física, quanto mais construções de estações, menos espaços para população morar ou circular dentro de uma megalópole como é São Paulo.  Não queremos uma cidade presa nos aglomerados nem engessada.

 

Sendo o metrô um veículo moderno, eletrônico, com eficiência em transportar considerável número de passageiros e trafegar em trilhos exclusivos sem interferência de outros veículos. Não deveria rodar como os BONDES de antigamente, que conheci e utilizei muito em São Paulo até 1967/68. O bonde elétrico trafegava em trilhos exclusivos e com baixa velocidade, inferior aos ônibus, enfrentando o trânsito que era difícil. Não é um veículo assim que uma cidade moderna precisa.

 

No regulamento da SPTRANS referente à colocação dos pontos de ônibus, que não pode colocar pontos inferiores a 600 metros de distância entre um e outro, porque não haverá condições de velocidade dos ônibus. Com base nessa informação é que na minha ignorância,  acho que quanto mais distante entre os pontos de partida e chegada à velocidade poderá alcançar mais eficiência na sua totalidade, diminuindo o tempo da viagem.

 

Um exemplo no projeto aprovado da Linha 6 - Laranja, a 10ª estação Cardoso de Almeida com 1000 metros de distância, trafega 34,4km/h – com 2000 metros de distância o mesmo trafegará 70km/h. No atual projeto a média de velocidade é de 35,7km/h percorrendo em 27 minutos, com o dobro da velocidade o tempo será pela metade. Se os meus cálculos não estiverem errados, mas a matemática é ciência exata, não erra.

 

Também na questão da redução das estações. O metrô não será linha exclusiva para toda a nossa região. Haverá passageiros de todas as regiões próximas e distantes. As linhas de ônibus serão alteradas para alimentar as estações de metrô, isso será inevitável.

 

Como o projeto aprovado é para quinze estações e o prazo para as construções são de 4 a 6 anos, nos meus modestos cálculos a construção de 7 estações será de 2 a 3 anos, com economia para o Estado pela a metade do orçamento previsto que é de R$ 7,8 Bilhões para R$ 4 Bilhões. 

 

Mesmo que o projeto esteja aprovado, ainda não está concretizado pelos Consórcios e Governo, poder-se-á reduzir as estações indicadas.

 

Quero lembrar um fato que aconteceu em Outubro/1991, quando sugeri à Diretoria de Operação da CMTC a Inversão das Catracas dos Ônibus, entrada pela porta dianteira. Tem um dossiê na minha revista audiovisual. - Os engenheiros do departamento de operação dos ônibus deram risada na minha cara, e disseram: “A Prefeitura (CMTC) não vai atender essa solicitação, porque será muito trabalho e muito prejuízo fazer as inversões de todas as catracas”. Retruquei dizendo “que o prejuízo maior era para a população, que não tem condução, porque quando era quebrada a porta traseira, o carro tinha que ir para o ponto final e depois para a garagem consertar e só retornava para a linha dois dias após o conserto”. As garagens não recolocavam carros na linha. Com a minha insistência em Janeiro/1992 começaram as inversões, pelas linhas de ônibus da Brasilândia.

 

Estou dizendo isso não para aqueles que se opõe às minhas sugestões, mas, para mostrar que um dia a minha sugestão trouxe progresso e lucro para a nossa cidade, evitando-se mais quebras das portas traseiras dos ônibus. Essa e outras sugestões não receberam nenhum reconhecimento por parte das autoridades da nossa cidade, mas tenho orgulho em dizer que eu colaborei com o progresso de São Paulo.

 

Um abraço alajayme com todo respeito e consideração.

 

Na luta Pró-Metrô, não queremos Mérito, queremos Metrô!

 

Atenciosamente,

 

Aguardamos retorno e providências  da AEAMESP, urgente.

 

Jayme Pereira da Silva

São Paulo, (sexta-feira) 29 de Janeiro de 2021

jaymensagens@globo.com

www.jaymesilva.com.br

 


As sugestões são de minha responsabilidade e as informações oficiais são da Companhia do Metropolitano de São Paulo e da STM.